quinta-feira, março 02, 2006

Dois reversos de medalha,
uma mesma idiossincracia.

Aborígenes em estepes desérticas
reerguem-se de comunidade,
vivem na paz do desejo adorador
de uma mente-amor.

São povos multifacetados e estéticas
de faceta impossível e ausente,
primária de aspecto,
complexa no sentimento insurrecto.

As planícies, de novo gente,
premeiam-se de novo gente.

Vamos viver o zénite.
Sim. Vamos zénite.
Escada zénite.
Só zénite.
Zénite.
Zzzz

É esta a essência da falta de filosofia.
Os pulmões de uma arte afogada.
O amor global, não carnal,
em espinhos de zénite.
Deuses e rosas,
deixem passar.

Zénite.